sexta-feira, 24 de agosto de 2012


COESÃO TEXTUAL
PROFESSOR ALVES

01. Junte os pares de orações abaixo, de tal forma que entre elas se estabeleça a relação indicada. Faça as alterações que forem necessárias.

Relação de concessão

a) Seu projeto foi recusado.
b) As explicações foram convincentes.
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Relação de finalidade

a) Resolvemos ficar em casa.
b) Assim poderíamos descansar.
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Relação de concessão

a) Houve vários imprevistos durante a viagem.
b) Tudo foi cuidadosamente planejado.
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Relação de proporção

a) Ele crescia.
b) Ele ficava mais magro.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________

Relação de comparação

a) Ele era estudioso.
b) Todos os outros alunos da turma eram estudiosos.
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Relação de tempo

a) Meus amigos vieram visitar-me.
b) Cheguei de viagem.
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02.  Reescreva os trechos fazendo a devida coesão. Utilize artigos, pronomes ou advérbios. Não se esqueça de que a elipse (omissão de um termo) também é um mecanismo de coesão.
1. A gravata do uniforme de Pedro está velha e surrada. A minha gravata está novinha em folha.
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2. Ontem fui conhecer o novo apartamento do Tiago. Tiago comprou o apartamento com o dinheiro recebido do jornal.
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3. Perto da estação havia um pequeno restaurante. No restaurante costumavam reunir-se os trabalhadores da ferrovia.
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4. No quintal, as crianças brincavam. O prédio vizinho estava em construção. Os carros passavam buzinando. As brincadeiras, o barulho da construção e das buzinas tiravam-me a concentração no trabalho que eu estava fazendo.
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5. Os convidados chegaram atrasados. Os convidados tinham errado o caminho e custaram a encontrar alguém que orientasse o caminho aos convidados.
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6. Os candidatos foram convocados por edital. Os candidatos deverão apresentar-se, munidos de documentos, até o dia 24.
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03. Use os pronomes adequados:

1. Um encapuzado atravessou a praça e sumiu ao longe. Que vulto era _____ a vagar, altas horas da noite, pela rua deserta?
2. Jorge teria dinheiro, muito dinheiro, carros de luxo e mulheres belíssimas. _____ eram as fantasias que passavam pela mente de Jorge enquanto se dirigia para o primeiro treino na seleção.
3. Marcelo será promovido, mas terá de aposentar-se logo a seguir. Foi _____ que me revelou um amigo do diretor.
4. Todos pensam que a CPI acabará em pizza, mas não queremos acreditar _____.
5. Luís e Paulo trabalham juntos num escritório de advocacia. _____ dedica-se a causas criminais, _____ a questões tributárias.
6. Soube que você irá ocupar um alto cargo na empresa e que está de mudança para uma casa mais próxima do seu local de trabalho. Se _____ me chateou, já que somos vizinhos há tantos anos, _____ me deixou muito contente.

04. Restaure a coesão nas sentenças:

1. Um homem caminhava pela rua deserta: esfarrapado, cabisbaixo, faminto, abandonado à própria sorte. _____ parecia não notar a chuva fina que caía e _____ encharcava os ossos.
2. Os grevistas paralisaram todas as atividades da fábrica. _____ durou uma semana.
3. Vimos o carro do ministro aproximar-se. Alguns minutos depois, _____ estacionava no pátio do Palácio do Governo.
4. Imagina-se que existam outros planetas habilitados. _____ tem ocupado a mente dos cientistas desde que os OVNIS começaram a ser avistados.
5. O presidente americano disse: Quem é favorável ao Eixo do Mal estará contra mim. _____ marcou uma etapa nas relações internacionais.

05. Identifique a ordem em que os períodos devem aparecer, para que constituam um texto coeso e coerente. (Texto de Marcelo Marthe: Tatuagem com bobagem. Veja, 05 mar. 2008, p. 86.)
I – Elas não são mais feitas em locais precários, e sim em grandes estúdios onde há cuidado com a higiene.
II – As técnicas se refinaram: há mais cores disponíveis, os pigmentos são de melhor qualidade e ferramentas como o laser tornaram bem mais simples apagar uma tatuagem que já não se quer mais.
III – Vão longe, enfim, os tempos em que o conceito de tatuagem se resumia à velha âncora de marinheiro.
IV – Nos últimos dez ou quinze anos, fazer uma tatuagem deixou de ser símbolo de rebeldia de um estilo de vida marginal .
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, em que os períodos devem aparecer.
a) 
II, I, III, IV
b) 
IV, II, III, I
c) 
IV, I, II, III
d) 
III, I, IV, II
e) 
I, III, II, IV
06. O emprego do elemento sublinhado compromete a coerência da frase:
a) 
Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são influenciados pelos valores socialmente dominantes.
b) 
Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conseguinte alguns ainda resistem ao pragmatismo moderno.
c) 
Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescente, bem como alimentar a confiança em sua própria capacidade criativa.
d) 
A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as gerações seguintes serão tão conformistas quanto a atual.
e) 
Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, porquanto parece faltar-lhes a capacidade de sonhar mais alto.
07. Assinale a frase correta quanto às normas gramaticais do português padrão, à coesão   textual e à coerência.
a) 
Em Florianópolis, os salários são, em média, 50% menores do que os de Brasília, mas, apesar do custo de vida ser menor.
b) 
O Chico Oliveira foi o único namorado que tive; eu conheci ele através da internet e logo fiquei loucamente apaixonada.
c) 
“O Estatuto da Cidade avançou com relação à CF, ao prever a obrigatoriedade do Plano Diretor não-só para cidades com mais de vinte mil habitantes (art. 182, parágrafo 2º), como também em outras hipóteses [...]”
d) 
O MPE encaminhou um oficio à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano solicitando informações sobre estágio que está o projeto e a execução do projeto, se foram feitos EIA(Estudo de Impacto Ambiental)/RIMA (Relatório de Impacto Ambiental), EIV(Estudo de Impacto de Vizinhança) e GDU( Guia de Diretrizes Urbanas) da obra e se esta possui Licença Ambiental de Operação e se foi realizada audiência pública para esclarecer à população sobre a obra.
e) 
A taxa de desemprego subiu para 9,4% em maio, a maior desde 1983, mas a perda de postos de trabalho ficou em 345 mil, bem inferior ao esperado, de 520 mil vagas

08.  Considere as seguintes sentenças.
  1. Ainda que os salários estejam cada vez mais defasados, o aumento de preços diminui consideravelmente seu poder de compras.
  2. O Governo resolveu não se comprometer com nenhuma das facções formadas no congresso. Desse modo, todos ficarão à vontade para negociar as possíveis saídas.
  3. Embora o Brasil possua muito solo fértil com vocação para o plantio, isso conseguiu atenuar rapidamente o problema da fome.
  4. Choveu muito no inverno deste ano. Entretanto, novos projetos de irrigação foram necessários.
As expressões grifadas NÃO estabelecem as relações de significado adequadas, criando problemas de coerência, em:
A) 
2 apenas.
B) 
1 e 3 apenas.
C) 
1 e 4 apenas.
D) 
2, 3 e 4 apenas.
E) 
2 e 4 apenas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

REDAÇÃO – PREPARAÇÃO PARA O ENEM – PROFESSOR ALVES ANDRADE





ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA COM O TEMA NOVELA, UM HÁBITO NACIONAL
TEXTO I

POR: MARIA HELENA

A falta de criatividade dos roteiristas das novelas da Rede Globo está excedendo os limites do bom senso. O que dá certo no horário das 18h é copiado para o enredo das 21h. Assim foi com as recentes “A Vida da Gente” e “ Fina Estampa”. Nas duas dramaturgias uma mãe rejeitava um de seus filhos; uma megera repudiava o marido etc.
Agora, a fórmula volta a se repetir com um agravante: uma novela revela o que irá acontecer na outra. Na trama de “Amor Eterno Amor”, um menino e uma menina juram um ao outro ficar juntos para sempre ainda na infância; o mesmo se sucede no horário das 21h. A diferença é que na trama das 18h não se sabe o que separou as duas crianças, que apesar de estarem frente à frente não se reconhecem.
Já na história das 21hora, o telespectador sabe como os dois foram separados,  e ainda vão ver o  reencontro dos dois  na fase adulta. Será que os roteiristas, e não os autores, acham que o telespectador é bobo? A resposta é sim ou não? Há pessoas distraídas que acham ser histórias diferentes?
Muitas perguntas e uma só resposta:  falta renovação de ideias, e reformulação na teledramaturgia. É por isso que minisséries como Rei Davi, da Record, fazem tanto sucesso e irritam a “poderosa”. É hora de mudar.
TEXTO II









Faça uma leitura atenta dos textos acima, para em seguida elaborar as ideias-núcleo que nortearão sua produção textual.

IDEIA CENTRAL (CONSTARÁ NA INTRODUÇÃO)
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IDEIAS SECUNDÁRIAS (CONSTARÃO NO DESENVOLVIMENTO)
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·       ______________________________________________________________________________________________________________________________________________


·       ______________________________________________________________________________________________________________________________________________
RETORNO À IDEIA CENTRAL (CONCLUSÃO)
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1. (UFPA) Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.

I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.
II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.
III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.
IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

a) II, III, IV
b) I, II, III
e) I, III, IV
d) I, III
e) I, II
2. (UFAM) Assinale o item em que há erro quanto à regência:

a) São essas as atitudes de que discordo.
b) Há muito já lhe perdoei.
c) Informo-lhe de que paguei o colégio.
d) Costumo obedecer a preceitos éticos.
e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.
3. (UNIMEP-SP) Quando implicar tem sentido de “acarretar”, “produzir como conseqüência”, constrói-se a oração com objeto direto, como se vê em:

a) Quando era pequeno, todos sempre implicaram comigo.
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas.
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro.
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos.
e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.
4. (FMU-SP) Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo.

a) Perdoou nosso atraso no imposto.
b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.
05. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que há erro de regência verbal.

a) Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à garota.
b) As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum.
e) Nem sempre o migrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.
d) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.
e) Nem sempre o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.
06. (UFG) Indique a alternativa correta.

a) Sempre pago pontualmente minha secretária.
b) Você não lhe viu ontem.
e) A sessão fora assistida por todos os críticos.
d) Custei dois anos para chegar a doutor.
e) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética.
07. (UFSCar-SP) Assinale a alternativa correta quanto à regência:

a) A peça que assistimos foi muito boa.
b) Estes são os livros que precisamos.
c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram.
d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.
e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos.
08. (Mack-SP) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal:

a) Ele custará muito para me entender.
b) Hei de querer-lhe como se fosse minha filha.
c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar puro.
d) O presidente assiste em Brasília há quatro anos.
e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida.
09. (CEFET-PR) Assinale a alternativa que apresenta incorreção quanto à regência:

a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para vencer.
b) Ele preferiu pudim a groselha.
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio.
d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada.
e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe interessa.
10. (Conc. Investigador de Policia) Assinale a alternativa que apresenta um desvio em relação à regência verbal.

a) Simpatizei com toda a diretoria e com as novas orientações.
b) Há alguns dos novos diretores com os quais não simpatizamos.
c) A firma toda não se simpatizou com a nova diretoria.
d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova diretoria.
11. (Conc. Escrivão de Polícia) Assinale a alternativa em que o significado do verbo apontado entre parênteses não corresponde à sua regência.

a) Com sua postura séria, o diretor assistia todos os funcionários dos departamentos da empresa. (ajudar)
b) No grande auditório, o público assistiu às apresentações da Orquestra Experimental. (ver)
c) Esta é uma medida que assiste aos moradores da Vila Olímpia. (caber)
d) Estudantes brasileiros assistem na Europa, durante um ano. (observar)
12. (Conc. Analista de Sistemas - Banco Central) Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de regência.

a) Desde abril, já é possível perceber algum decréscimo da atividade econômica, com queda da produção de bens de consumo duráveis, especialmente eletrodomésticos, e do faturamento real do comércio varejista.
b) Apesar da queda da inflação em maio, espera-se aceleração no terceiro trimestre, fenômeno igual ao observado nos dois últimos anos, em decorrência da concentração de aumentos dos preços administrados.
c) Os principais focos de incerteza em relação às perspectivas para a taxa de inflação nos próximos anos referem-se a evolução do preço internacional do petróleo, o comportamento dos preços administrados domésticos e o ambiente econômico externo.
d) Desde maio, porém, entraram em foco outros fatores: o racionamento de energia elétrica, a intensificação da instabilidade política interna e a depreciação acentuada da taxa de câmbio.
e) A mais nova fonte de incerteza é o choque derivado da limitação de oferta de energia elétrica no País, pois há grande dificuldade em se avaliar seus efeitos com o grau de precisão desejável.
(Trechos adaptados do Relatório de Inflação - Banco Central do Brasil, junho de 2001- v. 3, 1° 2, p. 7 e 8)



quinta-feira, 21 de junho de 2012

NOTA DE AULA – ANÁLISE SINTÁTICA I



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PROFESSOR ALVES

ANÁLISE SINTÁTICA, O QUE É ISSO?
Analisar sintaticamente uma oração, uma frase, um período é informar que funções exercem cada classe gramatical (substantivo, verbo, adjetivo, pronomes...), locuções e orações.
EXEMPLO:
A frota de ônibus de Fortaleza tem 1.796 veículos. (O Povo online, 20/06)
Note que essa frase/oração/período acima poderia ser resumida assim:
Frota tem veículos
·       FROTA é o sujeito
·       TEM VEÍCULO é o predicado, que possui o verbo ter (tem) como núcleo.
Observe então que fica:
·       A frota de ônibus de Fortaleza → é o sujeito
·       Tem 1.796 veículos → é o predicado
Note ainda que, se fôssemos fazer a análise MORFOLÓGICA (classes gramaticais), teríamos:
·       A → artigo
·       Frota → substantivo
·       De ônibus → locução adjetiva
·       Tem → verbo
  • ...
 Na análise sintática do período, da /oração/frase devemos analisar:
ü  TERMOS ESSENCIAIS: sujeito e predicado
ü  TERMOS INTEGRANTES:
·        Complementos verbais: OBJETO DIRETO  e OBJETO INDIRETO
·        Complemento nominal
·        Predicativo do sujeito, predicativo do objeto
ü  TERMOS ACESSÓRIOS:
·        Adjuntos adnominais
·        Adjuntos adverbiais
·        Agente da passiva
·        Aposto
·        Vocativo

A análise da oração/período abaixo ficaria assim:

A frota de ônibus de Fortaleza tem 1.796 veículos.

SUJEITO:                                                                 a frota de ônibus de Fortaleza
NÚCLEO DO SUJEITO: frota
ADJUNTOS ADNOMINAIS DO SUJEITO:             a, de ônibus, de Fortaleza
PREDICADO:                                                           tem 1.796 veículos
NÚCLEO DO PREDICADO:                                    tem
COMPLEMENTO VERBAL:                                   1.796 veículos
NÚCLEO DO C.V.:                                                 veículos
ADJUNTOS ADNOMINAIS DO C.V. :                 1.796
COMPLEMENTO NOMINAL:                               não há
PREDICATIVO:                                                       não há
ADJUNTOS ADVERBIAIS:                                     não há
APOSTO:                                                                não há
VOCATIVO:                                                            não há

NOTE QUE NOS DOIS CASOS DO SUJEITO E DO COMPLEMENTO VERBAL O NÚCLEO É UM SUBSTANTIVO!

NOTE E ANOTE:
  • A priori toda oração tem sujeito e predicado,
  • Entretanto quando o verbo da oração for impessoal, ou seja,  quando sua ação não puder ser atribuída a nenhum ser , dizemos que a oração não tem sujeito. Veja alguns verbos impessoais:
Ø  Verbo indicadores de fenômenos naturais: chover, nevar, relampejar;
Ø  Verbos ser, estar, fazer, haver indicando tempo, condições climáticas;
Ø  Verbo haver com o  sentido de existir, ocorrer, acontecer.
Assim não têm sujeito as orações seguintes:
v  Choveu pouco no interior esse ano.
v  Não neva aqui em Fortaleza.
v  Faz dias quentes aqui.
v  Houve muitas confusões durante a festa.
·        Quando a oração não tiver sujeito,  o sujeito for indeterminado, ou oculto (desinencial, contextual) o predicado será toda a oração.
·        Quando o verbo do predicado for significativo (significativo é o verbo que não pode ser retirado da oração), ele será o núcleo, e o predicado será classificado como PREDICADO VERBAL (PV), como no exemplo abaixo:
Ex.:  Todos sofrem com o descaso do governo.
                                            PV
·        Quando o verbo não for significativo (verbo de ligação VL) o núcleo do predicado será sempre um nome (adjetivo, substantivo, pronome ou uma locução adjetiva) e será chanado de PREDICADO NOMINAL (PN)  como exemplo a seguir:
Ex.:  Os brasileiros continuam reféns dos políticos.
                                                PN
O NÚCLEO DO PREDICADO NOMINAL CHAMA-SE PREDICATIVO DO SUJEITO (PS)

·        Quando o predicado possuir um verbo significativo e na sequência houver claramente um núcleo nominal com a ausência de um VL, esse predicado terá dois núcleos e será classificado como PREDICADO VERBO-NOMINAL, conforme o exemplo abaixo:
Ex.: Os passageiros abandonaram o ônibus assustados.
                                                        PVN
Note que, além do verbo significativo, há um predicativo do sujeito e um VL ausente: (estavam)

COMPLEMENTOS VERBAIS

Quanto aos verbos significativos, eles existem de duas maneiras:
·        Os que não pedem complementos e, por isso, são chamados VERBOS INTRANSITIVOS (VI), ou seja não transitam.
Ex.:  O inverno chegou.
                            VI
·        Os que pedem complementos, por isso são chamados VERBOS TRANSITIVOS (VT), ou seja, que transitam.
Ex.: Os brasileiros elegerão prefeitos em outubro.
                  VT       CV
·        Por sua vez os verbos transitivos admitem complementos de duas formas:
ü  Sem preposição, por isso são chamados VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS (VTD) e seu complemento será chamado OBJETO DIRETO (OD)
Ex.:  Compraremos camisas para o São João.
        VTD            OB
ü  Com preposição, por isso são chamados VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS (VTI)  e seu complemento será denominados OBJETO INDIRETO (OI)
Ex.: Gostamos de camisas floridas.
              VTI                     OI
ü  Há ainda alguns verbos que pedem dois complementos, são os chamados VTDI. Pedem sempre um complemento direto (OD) seguido de um indireto (OI), não necessariamente nessa ordem.

Ex.: Enviei os documentos para a secretaria.
          VTDI          OD                     OI
·        O pronomes que funcionam como complementos verbais, são geralmente os oblíquos. Sendo que LHE e LHES, só exercem função de OI. e os pronomes O, A, OS, AS e variantes LO, LA, LOS, LAS, NO, NA, NOS, NAS só funcionam como OD.
Ex.: Mandei-lhe para casa. ERRADO
          VTD    OD
       Mandei-o para casa.   CORRETO
           VTD     OD

domingo, 17 de junho de 2012

EXERCÍCIOS DE PORTUGUÊS PARA CONCURSO


PROFESSOR ALVES

TEXTO I
O INCÊNDIO DE JOELMA

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”
(Fernando Pessoa)

A primeira vez que ouvi teu nome,
                                      [Joelma,
Veio-me à lembrança um incêndio
                                      [antigo!
E  me lembrei das pessoas se jogando,
                                        [desesperadas
Pessoas tentando salvá-las, angustiadas,
E o país parado diante daquele tomento.
Eu ri, Joelma, quando ouvi teu nome.

Mas o que eu não sabia, Joelma,
Era que teu nome traduzia incêndio
E que eu me veria, em minhas noites

De desabrida luta contra a solidão,
Queimando por dentro como alucinação,
O teu nome soando nos meus ouvidos
E eu, coitado, sem você pra me salvar!

Sinto um frio na barriga, Joelma,
Toda vez que ouço teu nome,
O gelo vira fogo que a toda me consome
E a cena triste do incêndio se repete,
Os meus sentimentos se agitam,
Tentam saltar do meu peito, inútil!

Minhas orações são vãs, vãs
Já o que eu sentia à noite
Se desdobra pelas manhãs,
Sinto bravo o incêndio da incerteza
E eu já não rio mais, Joelma, quando
                                [ouço teu nome!
(Professor Alves, 13/09/2006, publicado no blog: falvesandrade.blogspot.com)

01. No poema  há uma epígrafe de Fernando Pessoa. Assinale a alternativa em que há a função da linguagem predominante nesses versos:
a) emotiva;
b) fática;
c) metalinguística;
d) poética;
e) referencial.

02.  No verso “Eu ri, Joelma” há uma ideia de:
a) alegria;
b) desprezo;
c) saudade;
d) nostalgia;
e) dó.

03. O autor, na composição do poema mesclou as linguagens:

a) coloquial e debochada;        c) técnica e gíria;                     e) culta e desleixada.
b) denotativa e conotativa;      d) objetiva e subjetiva;
  
04. O termo “Joelma” aparece no texto sempre como:

a) aposto;                 c) complemento verbal;         e) vocativo.
b) predicativo;         d) sujeito;    

05. A palavra que exerce função de Predicativo é:

a) “teu nome”, verso 1;         c) “desesperadas”, verso 3;       e) “incêndio”, verso 23.
b) “à lembrança”, verso 2;    d) “lembrança”, verso 10;

06. A conjunção “mas”, verso 7 tem o mesmo valor que a conjunção:

a) pois;             c) embora;      e) logo;
c) porque;        d) quando.

 TEXTO II
            Tudo vai bem dentro de casa, até que o marido surge com a notícia de que vai se aposentar. A mulher entra em pânico, pois sabe que sua rotina vai mudar completamente. Ela terá de conviver com um marido que critica, faz cobranças e dá ordens num território que sempre foi dela. Até os programas com as amigas ficam em perigo. O fenômeno, que atinge as mulheres na faixa dos 50 ou 60 anos, é tão comum no Japão que já recebeu batismo: síndrome do marido aposentado. O criador do nome foi o médico Nobuo Kurokawa, pesquisador que se transformou em autoridade no tema "maridos aposentados, mulheres à beira de um ataque de nervos". Não é por acaso que essa designação veio do Japão. Lá, fiéis à antiga tradição, muitas esposas são praticamente "serviçais" do marido. Uma pesquisa realizada naquele país revelou que, enquanto 85% dos homens que estão próximos da aposentadoria se mostram muito felizes, 40% de suas esposas se declaram deprimidas com a perspectiva.
07. O termo “rotina”, linha 2, tem como significado a palavra da alternativa:

a) dia-a-dia;
b) rotatividade;
c) saúde;
d) televisão.

08. “...num território que sempre foi dela...” entendemos por essa passagem, presente na linha 4, 
a) que a mulher, no texto, foi generalizada, ou seja, todas as mulheres vivem a mesma
    rotina.
b) que as mulheres foram individualizadas, ou seja, as mulheres brasileiras, por
    exemplo, são diferentes das americanas, que são diferentes da japonesas etc.
c) que não há diferença entre os homens.
d) que todas as mulheres são cozinheiras.

09. A ideia geral do texto é:
a) As mulheres ficam felizes com a presença do marido.
b) Quando os homens estão em casa, a vida das mulheres se transforma.
c) As mulheres não gostam de seus maridos.
d) As relações entre marido e mulher não são mais como antigamente.

10. São acentuadas pelo mesmo motivo de “até” e “notícia”, linha 1:
a)  cipó – pânico;
b) você – série;  
c) Itaú – história;
d) balaústre – pôde;
e) país – vários.

11. Assim como “realizada”, linha 10, estão corretamente grafados  os termos:
a) analizada – vulgarizada;
b) catequizada – batizada;
c) canalisado – verticalizado;
d) pesquisar – organisação;
e) paralização – desorganização.

12. “Completamente”, linha 3, é advérbio, assim como:
a) “tudo”, linha 1;
b) “até”, linha 4;
c) “comum”, linha 5;
d) “muitas”, linha 9;
e) “muito”, linha 11.

13. A locução verbal “vai se aposentar”, linhas 1 e 2, dá ideia de:
a) presente;
b) passado;
c) ordem;
d) conselho;
e) futuro.

TEXTO III

AGUANAMBI

            O corpo franzino estirado no asfalto, no início da noite de ontem, em pleno horário de “rush”, em uma das avenidas mais movimentadas de Fortaleza, contrastava o homem que em vida buscou a discrição, principalmente nos últimos cinco meses, desde que perdeu a esposa por câncer, segundo colegas de trabalho.
            Carros luxuosos trafegavam em marcha lenta e até ousavam revelar os rostos de seus condutores, quando vidros escuros abaixavam para uma melhor visão do ser inanimado.
             Pessoas se arriscavam entre veículos de buzinas estridentes, para descobrir a identidade do homem que praticamente parou um dos sentidos da avenida Aguanambi e retardou o trânsito do outro trajeto.
            Era João Valdeci de Oliveira Matos, 46, que há 10 trabalhava como soldador de uma oficina de lanternagem nas proximidades. Ele foi arremessado alguns metros por um ônibus da linha Expresso BR-Nova, quando tentava atravessar a pista.
            No asfalto, mais do que o filete vermelho: o futuro incerto de oito crianças e adolescentes (a primogênita com 16 anos), agora completamente órfãos, em um intervalo de cinco meses.
            Foi o que lamentou o patrão do soldador, após cobrar de policiais militares o que lhe parecia devido. “O ‘passcard’ na carteira dele é meu”, reclamou, sem interesse pela velha identidade, a única outra coisa na carteira.
                    (Jornal O Povo, 01/08/2009)


14. O contraste, citado no primeiro parágrafo, deve-se:
a) ao corpo franzino e à discrição;
b) à discrição e ao movimento da avenida;
c) ao corpo franzino e ao asfalto;
d) à discrição e ao asfalto;
e) ao asfalto e à noite.

15. No segundo e terceiro  parágrafos há uma nota de :
a) curiosidade;
b) preocupação;
c) desprezo;
d) desinteresse;
e) organização.

16. Podemos afirmar que a abordagem do jornalista que escreveu o texto denota:
a) desinteresse;
b) indiferença;
c) comprometimento;
d) reflexão;
e) indignação.

17. “desde que”, linha 4, é uma locução:
a) conjuntiva;
b) adverbial;
c) substantiva;
d) adjetiva;
e) prepositiva.

18. Como “discrição” também se escreve com C:
a) extenção;
b) distenção;
c) exceção;
d) conceção;
e) discução.

19. “no asfalto”, linha 16, justifica a vírgula por ser:
a) sujeito;
b) adjunto adverbial;
c) adjunto adnominal;
d) aposto;
e) complemento nominal.

20. Como “trânsito”, linha 6, estão corretamente acentuados os termos:
a) pára (verbo) e pôr (preposição);
b) rítmo e saía;
c) pôde (passado) e lêem;
d) têm e retém;
e) rúbrica  e récorde.  

                                   BOA SORTE!